Funai do Piauí é extinta

Funai do Piauí é extinta

Representantes de comunidades indígenas do Piauí ingressaram com ação na justiça contra a extinção da Fundação Nacional do Índio (Funai) no Estado.

Líderes das comunidades Tabajara (que habitam nos municípios de Lagoa de São Francisco e Piripiri) e Cariri (que habitam na cidade de Queimada Nova) estiveram reunidos na manhã desta segunda-feira (03) na sede do Ministério Público Federal com o procurador Kelston Lages.

Líderes prometem realizar no dia 19 de abril uma grande manifestação contra o fechamento da unidade. O cacique Henrique Manoel do Nascimento, 52 anos, da comunidade Tabajara, em Lagoa do São Francisco, informou que a Funai no Estado está fechada desde o dia 30 de março. Ele classificou como um retrocesso para a luta dos indígenas no Piauí.

Joselane Dias, 40 anos, da comunidade Tabajara em Piripiri, disse que o fechamento é uma perda muito grande para os três mil indígenas que existem no Estado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O fechamento da unidade vai deixar a população desassistida”, resumiu.

Cícero Dias, da comunidade Tabajara, ressalta que na mobilização no Dia do Índio – que acontecerá no Palácio de Kanark- os índios farão um apelo ao governador Wellington Dias para barrar a extinção da unidade no Piauí.

O procurador Kelston Lages disse que vai pedir informações ao Governo Federal sobre o fechamento da Funai no Estado. Ele ressalta que o Minisitério Público Federal já ingressou com uma ação para que o Governo melhore a estrutura da Casa do Índio que funciona em Teresina.

“O fechamento da unidade é mais uma tentativa de fragilizar o sistema de proteção ao índio que já é precário no Estado”, disse o procurador informando ainda que existe um estudo técnico que mostra a necessidade do funcionamento da Casa do Índio, que atende a região do Piauí e Maranhão.

Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com
Foto: Wilson Filho/Cidadeverde.com
FONTE: http://cidadeverde.com/noticias/244674/funai-do-piaui-e-extinta-e-comunidades-indigenas-ingressam-com-acao-na-justica